Jovem FOFA

JOVEM FOFA apresenta a peça O TEATRO PLAYBACK E A RESOLUÇÃO DE CONFLITOS no Congresso INDRA, na Irlanda do Norte

O Evento INDRA:

O evento INDRA aconteceu do dia 30/06 ao dia  6/07 de 2013, na cidade de Derry, Irlanda do Norte, Reino Unido. Trata-se da continuidade do evento ARROW, do qual participamos em 2010. A mudança do nome, segundo discurso de seu idealizador, David Oddie, está relacionada com a tentativa da Universidade que sediava o evento de mudar  suas características, diminuindo seu efeito integrador e buscando usá-lo para angariar fundos para a Universidade.

O novo nome, Indra, tem por trás um mito: Era uma vez um deus Indra, que fez uma rede enorme para cobrir o mundo todo. Cada ponto de intersecção consistia numa pérola linda e preciosa. Nenhuma  pérola existia sozinha, mas apenas como reflexo de cada uma das outras de todas as pérolas na rede. De outra forma, toda rede dependia de cada pérola individual para existir … e assim começou…

Desta imagem simbólica foi criada  uma associação sem fins lucrativos. Nela, o espírito e os objetivos do evento permaneceram os mesmos: a construção de uma rede global de jovens e outras pessoas que compartilham um compromisso com o desenvolvimento, a promoção e a prática das artes como um recurso crucial para a consolidação da paz e da transformação não-violenta do conflito.

Nossa visão é a de usar a linguagem das artes para desafiar os estereótipos, os preconceitos, as desigualdades e os mitos destrutivos, de forma a construir pontes, para promover a empatia e para ajudar a construir relações positivas através das fronteiras e barreiras. (retirado do convite para participar do evento)

A coordenadora do evento este ano é Mary Duddy, quem conseguiu apoio financeiro para o translado do grupo do aeroporto de Belfast, que fica a duas horas de Derry, até o hotel. O hotel Tower Hotel, também foi financiado pelos organizadores e a alimentação de todos os grupos.

Participaram do evento grupos da Grécia, Índia, Palestina, África do Sul, Chipre, Canadá, Inglaterra e Irlanda do Norte e Brasil. Todos os grupos apresentaram um trabalho que relacionava a sua maneira formas de lidar com conflito, relacionados com aspectos de seu contexto e de sua cultura. Durante o evento os jovens se integravam na participação em workshops: de música, coordenado por Paddy Nash; de dança, por Janie Doherty, teatro por Mary Duddy; e de artes visuais por Trisha McNally.

Durante todo o evento, o fotógrafo Emmett McSheffrey, registrou artisticamente o evento.

As atividade iniciavam às 10 da manhã e terminavam às 9 da noite. Durante as atividades e no hotel ou conhecendo a cidade, os jovens puderam estabelecer contatos, conhecer as outras culturas, cantar e dançar juntos.

Nossa Apreentação

Nossa apresentação: o Teatro Playback e a Resolução de Conflitos foi muito bem recebida. Mesmo para os que conheciam playback, nosso trabalho foi visto como novo, vibrante e efetivo no trabalho de empoderamento dos jovens no enfrentamento de conflitos. Foi destacada a forma simbólica utilizada pelos atores  e a qualidade do trabalho improvisacional. Alguns coordenadores expressaram o desejo de transformar a apresentação como uma Master – classe para que pudessem se apoderar desta metodologia na sua prática teatral com jovens.

Durante o evento houve um Simpósio, que aconteceu na Ulster University, do qual participei em conjunto com o acadêmico Dimitri Camorlinga, apresentando a prática de pesquisa e extensão que desenvolvemos no CEART/UDESC. Nesta reunião foram decididos os rumos para o INDRA nos próximos cinco anos. O próximo congresso deve acontecer na Palestina e o outro na África do Sul. Para estruturar o evento foi sugerida a realização de projetos intergrupos, que pudessem aprofundar as trocas culturais através de um intercâmbio de um ano que culminasse no próximo congresso. No nosso caso a proposta foi de intercâmbio com a Índia.

No espaço entre cada congresso foi também sugerido o diálogo via internet, fazendo uso do Blog do evento, que deverá ser revitalizado e via facebook.

A coordenadora da Grécia sugeriu que criássemos um intercâmbio entre nossas universidades e a coordenadora da África do Sul também manifestou interesse de intercâmbio entre os nossos trabalhos com jovens.

No final do evento pudemos compartilhar o resultado de todos os workshops que demonstraram, pela qualidade os resultados,  a intensidade da experiência.

Enfim, acho que foi o evento que participei no exterior que rendeu mais frutos em termos de trabalho futuro e intercâmbio.

Para os jovens que tomaram parte esta foi uma experiência que vai marcar suas vidas. Puderam vencer barreiras de língua e culturais para atingir um nível profundo de integração. Para eles hoje o que acontece na Palestina, por exemplo, ficou muito mais concreto. Hoje eles são cidadãos do mundo, que com certeza vão se empenhar, dentro de seus limites, para criar um mundo mais humano.

Florianópolis, 12/07/2013

Marcia Pompeo Nogueira

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